Eu nasci com um problema muito grave no pulmão. Cheguei a ficar internado cinco vezes e, em uma dessas internações, os médicos disseram à minha mãe que o meu caso era grave. Mas, graças a Deus, consegui superar tudo isso.
Desde pequeno, sempre tive a influência do meu pai nos esportes, principalmente no futebol, que eu sempre gostei muito. Participei de escolinhas e cheguei a jogar em clubes. Porém, quando cheguei ao sexto ano, conheci um esporte que mudaria completamente a minha vida: o badminton.
Lembro como se fosse hoje quando falei para o meu técnico:
“Nossa, eu nunca joguei peteca. Se eu for, você vai me ensinar a jogar?”
Ele respondeu: “Isso aqui não é peteca, isso aqui é badminton.”
A partir dali, ele começou a me ensinar o esporte, e hoje é como se fosse um pai para mim.
O badminton se tornou o meu esporte favorito. Já participei de várias competições e conquistei títulos importantes. No meu último campeonato interescolar, que reúne as melhores escolas do Rio de Janeiro, fiquei em segundo lugar no sub-13 masculino e em primeiro lugar na dupla masculina.
Mais do que medalhas, o esporte me ensinou algo essencial: disciplina. Aprendi que disciplina é fazer o que precisa ser feito mesmo quando não temos vontade. E isso era exatamente o que eu mais precisava quando era pequeno.
Antes de praticar esporte, eu era um menino muito brigão. Recebia advertências quase toda semana, às vezes até suspensões, por causa de brigas e comportamento. Eu era muito irritado. Depois que comecei no badminton, isso mudou completamente. Nunca mais tive advertências por comportamento. Hoje, quando acontece alguma, é porque esqueci livro ou material — e isso é raro.
Também passei a sair mais das telas. Hoje, ter ou não ter celular não faz tanta diferença para mim.
O badminton foi o meu refúgio em um momento muito difícil da minha vida: a separação dos meus pais. Foi ali que encontrei força, equilíbrio e um lugar onde me sentia seguro. Com o esporte, consegui superar essa fase.
Sou muito grato ao meu técnico, Sebastião Dias Oliveira, que para mim é como um pai. Quando pratico esporte, sinto paz. É o momento em que me sinto livre, paro de pensar nos problemas e encontro o melhor momento do meu dia.
O esporte não mudou apenas a minha rotina.
Ele mudou a minha vida.
